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sábado, 25 de janeiro de 2014

MEUS BOTÕES E EU


CIRCUNSTÂNCIAS E OPORTUNIDADES.


Há algum tempo conheci um moço. Dono de um lindo sorriso, esse moço chamou minha atenção. Não sou de importar-me com o que vejo logo de imediato, então, passou batido aquele sorriso bonito, mesmo tendo chamado minha atenção.
Ocorre que dias antes de ver aquele sorriso por meio de uma foto, havia uma espécie de águia em seu avatar e aquela imagem era é um tanto difícil de identificar realmente o que era. Em outra ocasião, depois que começamos conversar ele até explicou que animal era aquele, mas o que me interessava mesmo era o dono daquele avatar, daquele sorriso que por dias me fez lembrar de onde encontrá-lo.
O tal moço tinha o hábito de discordar do que eu escrevia e as vezes de forma rude. Por duas ou tres vezes esse moço teve o péssimo gosto de falar sobre circunstâncias e oportunidades. E para piorar complementava sua frase assim: “se as circunstâncias são favoráveis, não perca a oportunidade”.
De fato ele tem razão, quando se trata do uso simples da razão. Quando as circunstâncias favorecem a um crescimento profissional e não vai nos trazer qualquer dano de natureza moral e ética, a oportunidade precisa ser abraçada sem meios de escapar.
Contudo, se as circunstâncias envolvem emoções e sentimentos, ou seja, se está diametralmente relacionada com a vida pessoal e afetiva, aí a história passa a ser outra.
O fato de uma ou outra coisa não estar indo bem em um relacionamento (namoro, noivado ou casamento) não quer dizer exatamente que esse relacionamento precisa chegar a um fim. Para isso existe o diálogo, o bom senso, a inteligência e principalmente a sabedoria para valorizar o que se tem. Afinal, não seria por acaso que aconteceu um encontro, um interesse.
Portanto, as circunstancias que geraram uma discussão, não necessariamente favorece a busca de uma oportunidade extraconjugal, em qualquer nível ou mesmo o fim de um relacionamento.
Nisso reside o respeito pela opinião do outro, a confiança em poder dizer o que sente sem reserva, o conhecimento para saber ouvir e responder, a sabedoria para saber o que dizer e principalmente, como dizer.
Então, conversando com meus botões começamos a dialogar sobre o que vem a ser o tal relacionamento. Chegamos a conclusão que um relacionamento pode ser comparado com um novelo de lã e um gatinho. O bichano recebe o novelo enroladinho, e em meio as brincadeiras o novelo vai ficando um emaranhado de confusões, mas, ainda assim, o gatinho continua brincando com o novelo. Sempre aparece alguém de fora que pega o novelo, desembaraça e devolve ao gatinho...
Assim somos nós quando encontramos um outro alguém. Enrolamo-nos no meio de vários acontecimentos e quando tudo parece perdido acontece algo para colocar tudo no lugar. A esse terceiro elemento meus botões são unânimes em denominar de AMOR.
E então, você já disse: eu te amo hoje?

Pois é! não deixe de criar as circunstâncias e não correr o risco de perder a tal oportunidade para ser feliz.
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A ARTE E O DOM DA CULINÁRIA (em 03/01/2013)

Todos os anos, já perdi a conta de quanto tempo, estou, por vontade própria, disponível para fazer a ceia de Natal e de Ano Novo. Via de regra, demoro em média umas duas horas ou pouco mais para fazer tudo, esperando somente o peru no Natal e o pernil para a ceia do Fim de Ano, que ficam no ponto sempre um pouco mais tarde.
Esse ano, porém, ao entrar na cozinha para fazer tudo o que normalmente é automático comecei a pensar na funcionalidade de cada objeto que tem na cozinha da minha casa, ou melhor, do apartamento da minha mãe.
Comecei a confabular com meus botões sobre o porque da existência de tantos objetos que a cada ano passa a se infiltrar e se adequar em algum canto desse cômodo?
Dois deles chama a atenção pelo tempo de sua existência e por suas funcionalidades. A geladeira e o fogão são os equipamentos mais utilizados da cozinha. Então questionei quem teria tido a idéia de inventar tais equipamentos?
É o momento dos meus botões entrarem em polvorosa, pois os questionamentos sempre terminam com dúvidas ainda maiores. Mas, nada como uma pequena pesquisa!
A geladeira com funcionalidade específica para manutenção dos alimentos por meio de resfriamento, teve como idealizador o australiano James Harrison em 1856. A máquina como era chamada, foi criada inicialmente para refrescar a cerveja. No ano seguinte, uma indústria de carnes de Chicago ousou e construiu o primeiro vagão para refrigerar o produto. Em 1866, outro vagão foi construído com especificações para refrigeração apropriada para frutas, também nos EUA. Em 1927 a empresa americana General Eletric passou a produzir o aparelho cujo compressor gerava muito calor. Somente em 1913 foi construído o primeiro sistema de refrigeração diferenciado dos utilizados nos vagões e para uso doméstico, nos EUA.
No Brasil, no ano de 1912, o município gaúcho de Montenegro no Rio Grande do Sul recebeu o primeiro sistema de refrigeração para o Frigorífico Renner, fundado por Jacob Rener. Mas, somente em 1918 eles tomaram a forma dos eletrodomésticos conhecidos atualmente.
Seja para resfriar água, refrigerantes, sucos ou cerveja; manter carne e as características iniciais de frutas, legumes e verduras há de se considerar que a geladeira é um utensílio de grande valia, especialmente no verão para abrandar altas temperaturas com produtos resfriados.
Já o fogão, bom, esse é bem mais utilizado na cozinha, ao menos aqui na minha casa. Enquanto a geladeira deve ser mantida fechada, o fogão dificilmente tem sua tampa protetora das chamas abaixada. De fato o fogão é o que mais é utilizado!
Sua história remonta à idade antiga quando o homem deixa de ser nômade e passa a controlar o fogo. O fogão primitivo era um buraco no chão, cercado por pedras para que fosse possível colocar panelas. Mais tarde foi fabricado o fogão de barro com partes em ferro ou metal resistente a altas temperaturas. Esses ainda podem ser encontrados em casas do interior, em chácaras ou fazendas onde usam a lenha como alimento para sua utilização.
Com o advento da Revolução Industrial foi possibilitado ao homem, dentre outras tantas conquistas, a de explorar novas formas de geração de energia como carvão e petróleo. A partir da descoberta do petróleo e seus derivados foi possível criar o primeiro fogão capaz de funcionar com um combustível não natural. Inicialmente utilizou-se o Nafta e algum tempo depois o gás conhecido e inseparável dos fogões modernos.
O leitor e a leitora devem estar se questionando qual a utilidade dessas informações. Talvez nenhuma, mas a questão é que estamos passando por transformações de toda sorte.
As geladeiras cada vez mais aprimoradas e os fogões diminuindo em tamanho e forma. Nas geladeiras já existe um espaço para congelar alimentos, além do freezer vertical que foi criado para esse fim. Nos fogões já retiraram os fornos que o acompanhava na parte de baixo. Hoje encontramos fogões montados em simples bancadas e sem muita funcionalidade na cozinha moderna.
A mulher por anos a fio utilizou o fogão como arma para fazer guloseimas e delícias para conquistar namorados e manter seus maridos em casa. Hoje encontramos homens especializados em fazer os tais pratos maravilhosos que abrem o apetite só de olhar.
Acontece que o forno de microondas e os elétricos tomaram conta de grande parte das funções e quem sabe somente as cozinhas industrializadas terão esses equipamentos disponíveis, já que os produtos congelados facilitam a vida de quem trabalha fora e quase não fica em casa.
Enfim, o fogão definitivamente é um utensílio doméstico útil, contudo, por ser aquele que toma mais tempo de quem faz uso restrito na cozinha e o tempo nos mostra que a tendência é ser substituído.
Afinal, desde muito tempo, o fogão é amado por uns poucos que admiram a arte da culinária e ignorado por outros que utilizam este dom para o trivial.
Questionei aos meus botões o que eles acham da idéia de abolirmos o fogão daqui de casa?
Uns discordaram, outros nem tanto, mas, por hora não temos mesmo como aposentar o tal senhor. Será por que ainda se faz necessário aquele prato ensinado pela vovó para conquistar o namorado?
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O PODER DE UMA MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS (em 08/01/2014)

Com o início do ano temos um pequeno espaço de tempo para reconhecer e valorizar mais o cantinho do descanso diário. A casa da gente é realmente um lugar que merece toda atenção e por vezes não nos damos conta disso e deixamos passar em branco as partes da casa que nos agrada mais ou menos.
Assim também é com os eletrodomésticos e, por que não dizer, com toda a mobília!
Ao parar para confabular com meus botões sobre o fogão e a geladeira um dos botões sugeriu tour pelo interior da casa.
Foi quando ao sair da cozinha deparei-me com a área de serviço. Esse espaço é um tanto curioso!
Ali o tanque que surgiu bem mais tarde ocupa um espaço aparentemente permanente. Houve um tempo, porém, que as roupas eram lavadas na beira dos rios, em bacias ou tinas de madeira. Somente bem mais tarde é que mulheres européias tiveram a iniciativa de colocar manivelas nas caixas de madeira que foi apresentada no final do século XVIII por Ferguson Hardie. Ainda assim, a roupa era lavada de forma manual, ainda que nesses recipientes fossem movidos por manivelas.
A revolução industrial mais uma vez mostra a que veio. Mesmo que não haja um registro específico acerca da patente da maquina de lavar, no ano de 1797, Nathaniel Briggs recebeu o registro da patente da primeira máquina de lavar. Já no século XX, o motor elétrico fez da máquina de lavar roupas um produto mais eficiente e popular, em especial entre o público feminino.
Em resumo, o ditado “roupa suja se lava em casa”, veio fazer sentido bem mais tarde e em um lugar mais específico da casa. Na área de serviço é que encontramos a verdadeira amiga da mulher!
Fato é que, entre o fogão, a geladeira e a máquina de lavar, esta última está entre os mais desejados aparelhos eletrodomésticos no conceito feminino de necessidade.
Confabulando aqui com meus botões, fico imaginando com tantos afazeres em uma casa, como é que ainda nasciam bebes no século passado?
Certamente que os escravos, ou melhor, escravas tinham um papel relevante nesse processo, mas e depois disso?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

GOTAS DE SOLIDÃO

Dentro da realidade e do conhecimento do ser humano a manifestação de sensações proporciona ao homem, a mulher ou qualquer animal, ainda que irracional a percepção de prazer ou dor.
No que diz respeito aos seres humanos, ditos racionais, a essência do universo em algum momento ou circunstancia, expressa essas sensações em forma de emoção, sentimento ou somente sensação a ser descrita como prazerosa ou angustiante, essa na presença da dor ou sofrimento.

A imagem de um botão de rosa vermelha vertendo gotas vivas colhidas por um cálice pode trazer várias emoções a quem observa e não se furta em admirar. Desde uma sensação de dor por uma perda até a magia que transformar tudo em  um vinho inebriante. O que poderia ser a expressão da dor passa a ter sabor.
Em algum lugar encontramos o registro de que a rosa é de longe a mais sofisticada das flores, uma obra de arte. D’outro lado encontramos poetas que declamam os encantos e semelhanças entre a mulher e a rosa.
E sendo assim, fica difícil não voltar no tempo e recordar a composição de Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha, “Rosa” ( Rosa – Marisa Monte) e ainda o também saudoso Cartola declamando “As Rosas não falam” ( As rosas não falam).

Gota de solidão vai buscar em algum lugar respostas para as ausências.

FASES DA VIDA


Certamente alguém já deve ter se questionado o porquê de alguns acontecimentos na vida. 
Porque essa ou aquela situação não é vivida por outra pessoa? 
Quem sabe alguém mais capaz de resolvê-lo? 
Porque vir desaguar bem debaixo da janela ou à soleira da porta de quem, por vezes não se considera habilitado em resolver esta tal situação?
Porque? Porque? Porque?
Diante dos questionamentos uma dúvida maior insurge: será mesmo que nada acontece por acaso?
Há momentos em que pessoas se deparam com circunstâncias que realmente as tornam mais fortes ou fragilizadas. Tudo pode vir a determinar a necessidade de iniciativas que direcionam formas de agir diante de antigos ou novos caminhos. Reconhecer tais limitações é que torna viável o encontro de soluções possíveis.
Viver diante da possibilidade de reconhecer estas soluções e especialmente suas limitações, faz com que as pessoas percebam a existência de fases ou períodos ora confusos, ora tranquilos, ora emocionais ou nem tanto.
O que vale entender é que todos têm suas vidas marcadas por fases. Seja como for, essas fases possibilitam o crescimento das pessoas tornando-as habilitadas, ou não, a enfrentar novos desafios.
Às vezes é possível ficar diante de frases de efeito que leva o ser humano a entender o sentido de determinadas fases as quais está enfrentando.
Outro dia deparei-me com uma dessas frases que destacava que "se você apagar as dificuldades do passado, não terá como escrever o futuro". Encontrei nessa frase um significado determinante acerca da necessidade das pessoas estarem intimamente envolvidas com os próprios problemas e suas soluções e, que por vezes não se dão a menor conta de que as respostas estão em si mesmas.
Por outro lado, há de ser considerado que as limitações humanas é que podem direcionar resultados satisfatórios ou insatisfatórios. Algumas pessoas conseguem facilmente reconhecer seus limites e não enfrentar por receios de desordens interiores, outros porém ultrapassam barreiras diariamente medindo os riscos e as possibilidades e há, ainda os que não tem a sensibilidade de reconhecer suas limitações,  encaram os acontecimentos cotidianos a ferro e fogo, tornando seus dias, por vezes, menos proveitosos e mais angustiantes.
Essas pessoas, que encaram a vida como inimiga, impondo suas vontades ou anseios, apresentam condições inapropriadas para o crescimento próprio. Em regra, outros também estarão predispostos a tratá-las com desprezo afastando-as do convívio comum.
O que de fato ocorre, quando do afastamento de alguém que não está em condições de bem conviver com seus pares, deveria em algum momento ser observado com uma cautela maior, tendo em vista que ninguém é uma ilha.
Portanto, com limites ou sem eles, com auto conhecimento ou não, é preciso reconhecer que todos precisamos uns dos outros de acordo com as afinidades delineadas pelos encontros.
O trem da vida leva e traz pessoas o tempo todo. Alguns são como anjos, pois aparecem nos momentos mais inusitados e ajudam de forma inigualável. Eu prefiro denominá-los de amigos, já que estão sempre por perto e nunca cobram nada pelo apoio demonstrado com palavras, atos e até omissão, nos deixando solucionar aquele problema, ainda que só observando.
Todas essas referências fazem bem ao ser humano. Favorece ao ter que atravessar as fases mais difíceis sem que as marcas sejam tão profundas.
Que tal fazer ou deixar-se receber um desses amigos ou anjos para quem de fato precisa?

Quem sabe assim o mundo não tem uma chance de ser melhor?

UM AMOR ASSIM!!!!

As vezes a gente passa o dia pensando em algo para escrever. Lê vários temas, ouve tantas notícias, enxerga algumas manchetes e informações que até favoreceria um texto inteligente e com conteúdo.

Sem mais nem menos, se depara com emoções, sensações e delírios. Então as palavras vão saindo assim, como sem querer e mesmo em meio a desordem elas encontram o caminho para dizer o que o coração, ou intestino, como queiram, quer dizer!
Então, a gente começa escrever e vai ficando assim:


Quero um amor aberto ao diálogo!
Sem muitas reservas para dizer o que sente, sem cerimônias, que chegue, entre e sente no lugar em que se sentir mais a vontade.
Um amor com limites medidos pela intensidade do desejo e da paixão que reserva momentos mágicos nos encontros duradouros. Aqueles encontros que duram e depois que terminam ainda ficam latentes, por horas, dias, semanas!
Aquele tipo de sentimento que faz falta quando não está por perto e que ao mesmo tempo está presente ainda que distante.
Quero um amor que saiba ser inesperado!
Um amor que reserva aquele dia da semana para novidades inesperadas. Não aquelas novidades corriqueiras que te pegam de surpresa mesmo sabendo que elas virão e que não deixam de ser gostosas e existir para que a fogueira não apague nunca. Novidades do tipo, amanhã o dia será nosso, mesmo que a agenda esteja lotada de compromissos e atividades inadiáveis.
Quero um amor apaixonado!
Que se declare todos os dias, em horas alternadas, quando menos se espera. Que as declarações venham acompanhadas da tal paixão. E esta pode e deve estar acompanhada do amor, mas não deve reger a vida dos amantes verdadeiros. Ela deve só estar por perto para os dias de preguiça, para ativar a circulação sanguínea!
Quero um amor verdadeiro!
Não precisa ser perfeito, afinal a perfeição pode ser lúdica, mas também enfadonha. Pode ser um pouco cafajeste, só um pouco! Já que o senso de responsabilidade desse meu amor é sempre notável aos mais refinados olhares e sentidos.
Quero um amor só meu!
Ele precisa ser único e ao mesmo tempo múltiplo em si mesmo para fazer feliz a todos que nos cercar. Daquele amor que chega de forma inesperada com uma flor roubada do jardim vizinho e entregue bem no meio de várias pessoas, conhecidas ou não. Que fale de coisas simples, mas que seja inteligente o suficiente para atualizar os mais diversos assuntos. Que goste de futebol e outros esportes. Que goste de assistir televisão, tomar chá no meio da tarde e ler aquele livro lido dias antes para comentarmos momentos antes de dormir.
Quero um amor caliente.
Com doses voluptuosas de desejos dosadas sempre por aquele romantismo antigo que não se vê mais nas telas de cinema ou nas novelas da TV.
Quero um amor autêntico.
Não precisa necessariamente ser bem humorado o tempo todo, mesmo por que a vida nos impõe regras difíceis e que por vezes, nos tira do sério. E nesses momentos de dificuldade o meu amor saberá que pode contar comigo e terá prazer em dizer que o dia foi terrível e que está cansado demais para conversar naquele momento.
Quero um amor ousado.
Dos que acorda no meio da madrugada procurando partes do corpo que só ele sabe onde está e o que fazer. E depois de tudo, exaustos  possam se abraçar e adormecer bem juntinhos, mesmo que esteja calor.

Será que esse amor existe?
Se não existe não tem problema, a gente encontra um amor e vai adaptando dia a dia, até que um dia os olhares se encontram e ambos descubram que este é o amor que eu quero!


Mesmo sendo totalmente diferente!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

ENCONTROS E DESENCONTROS

Viver é um tanto curioso!
Ao nascer o ser humano é lançado em uma estrada com faixa contínua, inicialmente sem retornos, faixas de pedestres, semáforos, lombadas ou quebra molas, simplesmente segue em frente com as dificuldades inerentes do que a vida impõe.
Com o passar dos anos, o ser que não deixa ainda de ser humano, vai conhecendo regras para continuar nessa estrada. Tais regras impõe necessariamente que sejam tomadas decisões por vezes deixando para traz algo ou alguém que em algum momento ainda há de fazer muita falta.
E a vida continua por sua estrada. Chega o tempo incumbido de promover desgastes, estragos, tempestades, tormentas e alguns momentos que valem a pena serem guardados no baú da história. Acontece, por vezes, um desejo enorme de encontrar um retorno para, ou ainda de ter a chance de voltar lá no início e começar de uma forma diferente, impossível!
Então a vida e o tempo se incumbem de colocar pessoas nesse caminho e os encontros começam por encher a vida de sonhos e fantasias. Alguns realizáveis, outros nem tanto e vários não passam de sonhos mesmo!
No caminho as pessoas que atravessam pela linha da vida, tornam-se imbatíveis e insuperáveis. Reconhecer a dificuldade de lidar com cada um dos obstáculos existentes nessa estrada faz com que homens e mulheres passem a se ajudar mutuamente nos encontros que acontecem.
Mas, vêm os desencontros também, já que nessa estradas algumas esquinas se fazem presentes e que as curvas que surgem por vezes nos faz deixar para depois o que precisaria de uma atenção especial já. Quem sabe uma paradinha naquele café que abriram na esquina da Rua da Saudade?
Diante dos tantos encontros e desencontros entre os homens e mulheres, há de ser reconhecido que, o maior desafio dos gêneros, é a capacidade de estarem e permanecerem juntos. Sem contar que o bom senso já não fala mais tão alto para entender os problemas da vida como ela é.
As primaveras vêm e vão e em um dia florido, como em um fim de tarde, homem e mulher se encontram finalmente e cansados de tantos encontros e desencontros, depois de olhar nos olhos um do outro, sem qualquer palavra trocada, resolvem seguir juntos pela estrada que a vida impôs, onde só ao final, ao dobrar aquela esquina é que foi possível cessar com a saudade!

Encostar na tua (Ana Carolina)
http://www.youtube.com/watch?v=tpfu9vW_6I4



APAIXONEM-SE


     Ontem recebi um texto de uma amiga que como não se importa de ser identificada, a Clara é verdadeira uma pessoa incomum, uma mulher dinâmica e cheia de vida e por isso não podia ser outra pessoa a não ser ela a me enviar o texto que se intitula “Se apaixone por um Grande Homem”.

     Nesse momento passei a refletir sobre cada palavra e procurei fazer uma contraposição de gênero e imaginei o texto mais ou menos assim:

Se apaixone por uma Grande Mulher 
Releitura de Luciana Macedo)

Não se apaixone por uma mulher vaidosa com sua aparência física ou que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem preocupar-se com você.
Enamore-se de uma mulher que se interesse por você, que conheça e tenha sensibilidade para identificar especialmente suas qualidades, respeitar seus defeitos, compreender suas ilusões e tristezas e que o ajude a superá-las.
Não creia nas palavras ou no charme de uma mulher quando seus atos dizem o oposto e o confundem.
Afaste de sua vida a mulher que não constrói com você um mundo melhor. Não seja fonte de energia de ninguém.
Fuja da mulher enferma espiritual e emocionalmente, ela além de ser como um câncer, tende a contaminá-lo e certamente matará tudo o que há de bom em você.
Não dê atenção a uma mulher que não seja capaz de expressar seus sentimentos com atos e palavras, que não saiba a hora de seguir e parar, que não tenha amor próprio que age de maneira a se tratar de forma saudável.
Não se agarre a uma mulher que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e, que principalmente não saiba reconhecer as suas qualidades morais.
Não deixe entrar em sua vida uma mulher que o force a adivinhar o que ela quer por não ser capaz de se expressar abertamente.
Não se enamore da mulher que, quando conhecê-la, sua vida se transforme em um problema a resolver e não em algo para desfrutar e momentos a compartilhar.
Não creia em uma mulher que tenha carências afetivas de infância ou de adolescência e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-o e desrespeitando seus limites, quando o problema não está em você, e sim nela porque ela não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades.
Por que querer uma mulher que o abandonará se você não for como ela imagina que seja, ou se já não é mais útil?
Por que querer ou desejar uma mulher que não saiba admirar a beleza que há em você, aquela que nasce do Coração e Alma pode torna-lo seco e insensível para a vida e para novas oportunidades.
Uma grande mulher, é aquela que sabe ser humana e transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça ou máscaras de maquiagem. É a que abre seu coração sem rejeitar a realidade, quem admira o homem por seus alicerces morais e grandeza interior.
Uma grande mulher é a que caminha de frente, sem baixar os olhos; é aquela que não mente ou inventa estórias fantasiosas, embora às vezes perca por falar a verdade e sobretudo, uma grande mulher é a que sabe chorar sua dor sem fugir dela, mas tem força suficiente para levantar a cabeça e começar de novo se possível levantando seu homem também.
Uma grande mulher é a que cai e tem a força e habilidade necessárias para levantar-se e seguir lutando. Uma grande mulher é simplesmente aquela que não procura a discórdia, mas insiste em conciliar e construir um mundo novo para todos os que estão em sua companhia.

     E quem sabe no lugar de lágrimas, ainda que em meio a dor, desponta com sorrisos plantando a alegria e colhendo a felicidade.

     Portanto, grandes homens merecem grandes mulheres. APAIXONEM-SE!!!



A MALETA

As várias atividades e a correria imposta pelo relógio que insiste em passar adiante das atividades a serem desenvolvidas no dia, por vezes nos impedem de estar com quem nos é caro.
Eventos sociais, atribuições profissionais e a atenção familiar essencial para o bem comum têm o custo imposto para que seja possível estar em paz ao menos com a própria consciência acerca do dever cumprido.
Em meio a tantas atribuições a visita ao correio eletrônico, pois o convencional já não funciona mais, nos deparamos com preciosidades que nos leva à reflexão sobre o que realmente vale a pena.
Hoje me deparei com um desses e em seguida a leitura repetida, deixei tudo e fui vasculhar minha Maleta. Será por que não me surpreendi com o que não encontrei?
É que o texto diz mais ou menos assim:


"Um homem morreu. Ao se dar conta, viu que Deus se aproximava e tinha uma maleta com Ele.
E Deus disse: - Bem, filho, hora de irmos.
O homem assombrado perguntou: - Já? Tão rápido? Eu tinha muitos planos.
Sinto muito, mas é o momento de sua partida.
- O que tem na maleta? - perguntou o homem.
 E Deus respondeu: - Os seus pertences!
- Meus pertences? Minhas coisas, minha roupa, meu dinheiro?
Deus respondeu: - Esses nunca foram seus, eram da terra.
- Então são as minhas recordações?
- Elas nunca foram suas, elas eram do tempo.
- Meus talentos? - Esses não pertenciam a você, eram das circunstâncias.
- Então são meus amigos, meus familiares?
 - Sinto muito, eles nunca pertenceram a você, eles eram do caminho.
- Minha mulher e meus filhos? - Eles nunca lhe pertenceram, eram de seu coração.
- É o meu corpo? - Nunca foi seu, ele era do pó.
- Então é a minha alma.
- Não! Essa é minha.
Então o homem, cheio de medo, tomou a maleta de Deus e ao abri-la se deu conta de que estava vazia. Com uma lágrima de desamparo brotando em seus olhos, o homem disse: - Nunca tive nada?
- É assim, cada um dos momentos que você viveu foram seus. A vida é só um momento. Um momento só seu!  Por isso, enquanto estiver no tempo, desfrute-o em sua totalidade. Que nada do que você acredita que lhe pertença o detenha. Viva o agora! Viva sua vida! E não se esqueça de ser feliz, é o único que realmente vale a pena! As coisas materiais e todo o resto pelo que você luta fica aqui. Você não leva nada! Valorize sempre aqueles que lhe valorizam e não perca o tempo precioso com alguém que não tem tempo para você. Divida com quem você gosta neste mundo e desfrute cada segundo vivido. É só isto que você vai levar.


O DESAPEGO, essa palavrinha mágica, é ESSENCIAL!"

A ARTE DE DESAPAIXONAR

 A natureza humana é um tanto curiosa em todos os quesitos possíveis e imagináveis. Sempre há alguém para dizer que Homem e Mulher não vieram à essa existência para viverem sozinhos, até por que em outras existências não se dão notícias, somente suposições de amores eternos.
Contudo, na Sagrada Escritura está descrito que se unirão o homem e a mulher, e será uma só carne.  
Quem vai duvidar de um amor eterno?
Quando começa a vida social com todos os atrativos para uma vida agitada onde as amizades são diversas, os agitos intermináveis, as madrugadas badaladas, os gatinhos e as gatinhas disponíveis sem compromissos ou interesses comuns, e por aí vai.
Com o passar do tempo o trabalho e as exigências profissionais impedem o homem e à mulher de olharem em volta e enxergar o que realmente vale a pena. Tomadas de decisões, conquistas no mundo profissional e uma conta bancária satisfatória é o que importa. Uma fase da vida onde as conquistas pessoais estão totalmente desfocadas das conquistas emocionais.
Chega o momento em que o tempo, que acompanha o crescimento do homem e da mulher, os confronta com seus reflexos e eles percebem que algo está diferente, que falta alguma, que ficou um espaço vazio à preencher. Há quem diga que esses espaços vazios não passam de ilusões e por certo, há os casos em que devem ser mesmo.

E em meio às paixões conhecidas, quicá desconhecidas, homens e mulheres aprendem a arte de desapaixonar-se, tão complexa quanto a de apaixonar-se.