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sábado, 25 de janeiro de 2014

MEUS BOTÕES E EU


CIRCUNSTÂNCIAS E OPORTUNIDADES.


Há algum tempo conheci um moço. Dono de um lindo sorriso, esse moço chamou minha atenção. Não sou de importar-me com o que vejo logo de imediato, então, passou batido aquele sorriso bonito, mesmo tendo chamado minha atenção.
Ocorre que dias antes de ver aquele sorriso por meio de uma foto, havia uma espécie de águia em seu avatar e aquela imagem era é um tanto difícil de identificar realmente o que era. Em outra ocasião, depois que começamos conversar ele até explicou que animal era aquele, mas o que me interessava mesmo era o dono daquele avatar, daquele sorriso que por dias me fez lembrar de onde encontrá-lo.
O tal moço tinha o hábito de discordar do que eu escrevia e as vezes de forma rude. Por duas ou tres vezes esse moço teve o péssimo gosto de falar sobre circunstâncias e oportunidades. E para piorar complementava sua frase assim: “se as circunstâncias são favoráveis, não perca a oportunidade”.
De fato ele tem razão, quando se trata do uso simples da razão. Quando as circunstâncias favorecem a um crescimento profissional e não vai nos trazer qualquer dano de natureza moral e ética, a oportunidade precisa ser abraçada sem meios de escapar.
Contudo, se as circunstâncias envolvem emoções e sentimentos, ou seja, se está diametralmente relacionada com a vida pessoal e afetiva, aí a história passa a ser outra.
O fato de uma ou outra coisa não estar indo bem em um relacionamento (namoro, noivado ou casamento) não quer dizer exatamente que esse relacionamento precisa chegar a um fim. Para isso existe o diálogo, o bom senso, a inteligência e principalmente a sabedoria para valorizar o que se tem. Afinal, não seria por acaso que aconteceu um encontro, um interesse.
Portanto, as circunstancias que geraram uma discussão, não necessariamente favorece a busca de uma oportunidade extraconjugal, em qualquer nível ou mesmo o fim de um relacionamento.
Nisso reside o respeito pela opinião do outro, a confiança em poder dizer o que sente sem reserva, o conhecimento para saber ouvir e responder, a sabedoria para saber o que dizer e principalmente, como dizer.
Então, conversando com meus botões começamos a dialogar sobre o que vem a ser o tal relacionamento. Chegamos a conclusão que um relacionamento pode ser comparado com um novelo de lã e um gatinho. O bichano recebe o novelo enroladinho, e em meio as brincadeiras o novelo vai ficando um emaranhado de confusões, mas, ainda assim, o gatinho continua brincando com o novelo. Sempre aparece alguém de fora que pega o novelo, desembaraça e devolve ao gatinho...
Assim somos nós quando encontramos um outro alguém. Enrolamo-nos no meio de vários acontecimentos e quando tudo parece perdido acontece algo para colocar tudo no lugar. A esse terceiro elemento meus botões são unânimes em denominar de AMOR.
E então, você já disse: eu te amo hoje?

Pois é! não deixe de criar as circunstâncias e não correr o risco de perder a tal oportunidade para ser feliz.
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A ARTE E O DOM DA CULINÁRIA (em 03/01/2013)

Todos os anos, já perdi a conta de quanto tempo, estou, por vontade própria, disponível para fazer a ceia de Natal e de Ano Novo. Via de regra, demoro em média umas duas horas ou pouco mais para fazer tudo, esperando somente o peru no Natal e o pernil para a ceia do Fim de Ano, que ficam no ponto sempre um pouco mais tarde.
Esse ano, porém, ao entrar na cozinha para fazer tudo o que normalmente é automático comecei a pensar na funcionalidade de cada objeto que tem na cozinha da minha casa, ou melhor, do apartamento da minha mãe.
Comecei a confabular com meus botões sobre o porque da existência de tantos objetos que a cada ano passa a se infiltrar e se adequar em algum canto desse cômodo?
Dois deles chama a atenção pelo tempo de sua existência e por suas funcionalidades. A geladeira e o fogão são os equipamentos mais utilizados da cozinha. Então questionei quem teria tido a idéia de inventar tais equipamentos?
É o momento dos meus botões entrarem em polvorosa, pois os questionamentos sempre terminam com dúvidas ainda maiores. Mas, nada como uma pequena pesquisa!
A geladeira com funcionalidade específica para manutenção dos alimentos por meio de resfriamento, teve como idealizador o australiano James Harrison em 1856. A máquina como era chamada, foi criada inicialmente para refrescar a cerveja. No ano seguinte, uma indústria de carnes de Chicago ousou e construiu o primeiro vagão para refrigerar o produto. Em 1866, outro vagão foi construído com especificações para refrigeração apropriada para frutas, também nos EUA. Em 1927 a empresa americana General Eletric passou a produzir o aparelho cujo compressor gerava muito calor. Somente em 1913 foi construído o primeiro sistema de refrigeração diferenciado dos utilizados nos vagões e para uso doméstico, nos EUA.
No Brasil, no ano de 1912, o município gaúcho de Montenegro no Rio Grande do Sul recebeu o primeiro sistema de refrigeração para o Frigorífico Renner, fundado por Jacob Rener. Mas, somente em 1918 eles tomaram a forma dos eletrodomésticos conhecidos atualmente.
Seja para resfriar água, refrigerantes, sucos ou cerveja; manter carne e as características iniciais de frutas, legumes e verduras há de se considerar que a geladeira é um utensílio de grande valia, especialmente no verão para abrandar altas temperaturas com produtos resfriados.
Já o fogão, bom, esse é bem mais utilizado na cozinha, ao menos aqui na minha casa. Enquanto a geladeira deve ser mantida fechada, o fogão dificilmente tem sua tampa protetora das chamas abaixada. De fato o fogão é o que mais é utilizado!
Sua história remonta à idade antiga quando o homem deixa de ser nômade e passa a controlar o fogo. O fogão primitivo era um buraco no chão, cercado por pedras para que fosse possível colocar panelas. Mais tarde foi fabricado o fogão de barro com partes em ferro ou metal resistente a altas temperaturas. Esses ainda podem ser encontrados em casas do interior, em chácaras ou fazendas onde usam a lenha como alimento para sua utilização.
Com o advento da Revolução Industrial foi possibilitado ao homem, dentre outras tantas conquistas, a de explorar novas formas de geração de energia como carvão e petróleo. A partir da descoberta do petróleo e seus derivados foi possível criar o primeiro fogão capaz de funcionar com um combustível não natural. Inicialmente utilizou-se o Nafta e algum tempo depois o gás conhecido e inseparável dos fogões modernos.
O leitor e a leitora devem estar se questionando qual a utilidade dessas informações. Talvez nenhuma, mas a questão é que estamos passando por transformações de toda sorte.
As geladeiras cada vez mais aprimoradas e os fogões diminuindo em tamanho e forma. Nas geladeiras já existe um espaço para congelar alimentos, além do freezer vertical que foi criado para esse fim. Nos fogões já retiraram os fornos que o acompanhava na parte de baixo. Hoje encontramos fogões montados em simples bancadas e sem muita funcionalidade na cozinha moderna.
A mulher por anos a fio utilizou o fogão como arma para fazer guloseimas e delícias para conquistar namorados e manter seus maridos em casa. Hoje encontramos homens especializados em fazer os tais pratos maravilhosos que abrem o apetite só de olhar.
Acontece que o forno de microondas e os elétricos tomaram conta de grande parte das funções e quem sabe somente as cozinhas industrializadas terão esses equipamentos disponíveis, já que os produtos congelados facilitam a vida de quem trabalha fora e quase não fica em casa.
Enfim, o fogão definitivamente é um utensílio doméstico útil, contudo, por ser aquele que toma mais tempo de quem faz uso restrito na cozinha e o tempo nos mostra que a tendência é ser substituído.
Afinal, desde muito tempo, o fogão é amado por uns poucos que admiram a arte da culinária e ignorado por outros que utilizam este dom para o trivial.
Questionei aos meus botões o que eles acham da idéia de abolirmos o fogão daqui de casa?
Uns discordaram, outros nem tanto, mas, por hora não temos mesmo como aposentar o tal senhor. Será por que ainda se faz necessário aquele prato ensinado pela vovó para conquistar o namorado?
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O PODER DE UMA MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS (em 08/01/2014)

Com o início do ano temos um pequeno espaço de tempo para reconhecer e valorizar mais o cantinho do descanso diário. A casa da gente é realmente um lugar que merece toda atenção e por vezes não nos damos conta disso e deixamos passar em branco as partes da casa que nos agrada mais ou menos.
Assim também é com os eletrodomésticos e, por que não dizer, com toda a mobília!
Ao parar para confabular com meus botões sobre o fogão e a geladeira um dos botões sugeriu tour pelo interior da casa.
Foi quando ao sair da cozinha deparei-me com a área de serviço. Esse espaço é um tanto curioso!
Ali o tanque que surgiu bem mais tarde ocupa um espaço aparentemente permanente. Houve um tempo, porém, que as roupas eram lavadas na beira dos rios, em bacias ou tinas de madeira. Somente bem mais tarde é que mulheres européias tiveram a iniciativa de colocar manivelas nas caixas de madeira que foi apresentada no final do século XVIII por Ferguson Hardie. Ainda assim, a roupa era lavada de forma manual, ainda que nesses recipientes fossem movidos por manivelas.
A revolução industrial mais uma vez mostra a que veio. Mesmo que não haja um registro específico acerca da patente da maquina de lavar, no ano de 1797, Nathaniel Briggs recebeu o registro da patente da primeira máquina de lavar. Já no século XX, o motor elétrico fez da máquina de lavar roupas um produto mais eficiente e popular, em especial entre o público feminino.
Em resumo, o ditado “roupa suja se lava em casa”, veio fazer sentido bem mais tarde e em um lugar mais específico da casa. Na área de serviço é que encontramos a verdadeira amiga da mulher!
Fato é que, entre o fogão, a geladeira e a máquina de lavar, esta última está entre os mais desejados aparelhos eletrodomésticos no conceito feminino de necessidade.
Confabulando aqui com meus botões, fico imaginando com tantos afazeres em uma casa, como é que ainda nasciam bebes no século passado?
Certamente que os escravos, ou melhor, escravas tinham um papel relevante nesse processo, mas e depois disso?

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