CIRCUNSTÂNCIAS
E OPORTUNIDADES.
Há
algum tempo conheci um moço. Dono de um lindo sorriso, esse moço chamou minha
atenção. Não sou de importar-me com o que vejo logo de imediato, então, passou
batido aquele sorriso bonito, mesmo tendo chamado minha atenção.
Ocorre
que dias antes de ver aquele sorriso por meio de uma foto, havia uma espécie de
águia em seu avatar e aquela imagem era é um tanto difícil de identificar
realmente o que era. Em outra ocasião, depois que começamos conversar ele até
explicou que animal era aquele, mas o que me interessava mesmo era o dono
daquele avatar, daquele sorriso que por dias me fez lembrar de onde encontrá-lo.
O
tal moço tinha o hábito de discordar do que eu escrevia e as vezes de forma
rude. Por duas ou tres vezes esse moço teve o péssimo gosto de falar sobre
circunstâncias e oportunidades. E para piorar complementava sua frase
assim: “se as circunstâncias são favoráveis, não perca a oportunidade”.
De
fato ele tem razão, quando se trata do uso simples da razão. Quando as circunstâncias favorecem a
um crescimento profissional e não vai nos trazer qualquer dano de natureza
moral e ética, a oportunidade precisa ser abraçada sem meios de escapar.
Contudo,
se as circunstâncias envolvem emoções e sentimentos, ou seja, se está
diametralmente relacionada com a vida pessoal e afetiva, aí a história passa a
ser outra.
O
fato de uma ou outra coisa não estar indo bem em um relacionamento (namoro,
noivado ou casamento) não quer dizer exatamente que esse relacionamento precisa
chegar a um fim. Para isso existe o diálogo, o bom senso, a inteligência e
principalmente a sabedoria para valorizar o que se tem. Afinal, não seria por
acaso que aconteceu um encontro, um interesse.
Portanto,
as circunstancias que geraram uma discussão, não necessariamente favorece a
busca de uma oportunidade extraconjugal, em qualquer nível ou mesmo o fim de um
relacionamento.
Nisso
reside o respeito pela opinião do outro, a confiança em poder dizer o que sente
sem reserva, o conhecimento para saber ouvir e responder, a sabedoria para
saber o que dizer e principalmente, como dizer.
Então,
conversando com meus botões começamos a dialogar sobre o que vem a ser o tal
relacionamento. Chegamos a conclusão que um relacionamento pode ser comparado
com um novelo de lã e um gatinho. O bichano recebe o novelo enroladinho, e em
meio as brincadeiras o novelo vai ficando um emaranhado de confusões, mas,
ainda assim, o gatinho continua brincando com o novelo. Sempre aparece alguém
de fora que pega o novelo, desembaraça e devolve ao gatinho...
Assim
somos nós quando encontramos um outro alguém. Enrolamo-nos no meio de vários
acontecimentos e quando tudo parece perdido acontece algo para colocar tudo no
lugar. A esse terceiro elemento meus botões são unânimes em denominar de AMOR.
E então, você
já disse: eu te amo hoje?
Pois é! não deixe de criar as circunstâncias e não correr o risco de perder a tal oportunidade para ser feliz.
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A ARTE E O DOM DA CULINÁRIA (em 03/01/2013)
O PODER DE UMA MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS (em 08/01/2014)
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A ARTE E O DOM DA CULINÁRIA (em 03/01/2013)
Todos os anos, já perdi a conta de quanto tempo, estou, por
vontade própria, disponível para fazer a ceia de Natal e de Ano Novo. Via de
regra, demoro em média umas duas horas ou pouco mais para fazer tudo, esperando
somente o peru no Natal e o pernil para a ceia do Fim de Ano, que ficam no
ponto sempre um pouco mais tarde.
Esse ano, porém, ao entrar na cozinha para fazer tudo o que
normalmente é automático comecei a pensar na funcionalidade de cada objeto que
tem na cozinha da minha casa, ou melhor, do apartamento da minha mãe.
Comecei a confabular com meus botões sobre o porque da
existência de tantos objetos que a cada ano passa a se infiltrar e se adequar
em algum canto desse cômodo?
Dois deles chama a atenção pelo tempo de sua existência e
por suas funcionalidades. A geladeira e o fogão são os equipamentos mais
utilizados da cozinha. Então questionei quem teria tido a idéia de inventar
tais equipamentos?
É o momento dos meus botões entrarem em polvorosa, pois os
questionamentos sempre terminam com dúvidas ainda maiores. Mas, nada como uma
pequena pesquisa!
A geladeira com funcionalidade específica para manutenção
dos alimentos por meio de resfriamento, teve como idealizador o australiano
James Harrison em 1856. A
máquina como era chamada, foi criada inicialmente para refrescar a cerveja. No
ano seguinte, uma indústria de carnes de Chicago ousou e construiu o primeiro
vagão para refrigerar o produto. Em 1866, outro vagão foi construído com
especificações para refrigeração apropriada para frutas, também nos EUA. Em 1927 a empresa americana
General Eletric passou a produzir o aparelho cujo compressor gerava muito
calor. Somente em 1913 foi construído o primeiro sistema de refrigeração
diferenciado dos utilizados nos vagões e para uso doméstico, nos EUA.
No Brasil, no ano de 1912, o município gaúcho de Montenegro
no Rio Grande do Sul recebeu o primeiro sistema de refrigeração para o
Frigorífico Renner, fundado por Jacob Rener. Mas, somente em 1918 eles tomaram
a forma dos eletrodomésticos conhecidos atualmente.
Seja para resfriar água, refrigerantes, sucos ou cerveja; manter
carne e as características iniciais de frutas, legumes e verduras há de se
considerar que a geladeira é um utensílio de grande valia, especialmente no
verão para abrandar altas temperaturas com produtos resfriados.
Já o fogão, bom, esse é bem mais utilizado na cozinha, ao
menos aqui na minha casa. Enquanto a geladeira deve ser mantida fechada, o
fogão dificilmente tem sua tampa protetora das chamas abaixada. De fato o fogão
é o que mais é utilizado!
Sua história remonta à idade antiga quando o homem deixa de
ser nômade e passa a controlar o fogo. O fogão primitivo era um buraco no chão,
cercado por pedras para que fosse possível colocar panelas. Mais tarde foi
fabricado o fogão de barro com partes em ferro ou metal resistente a altas
temperaturas. Esses ainda podem ser encontrados em casas do interior, em
chácaras ou fazendas onde usam a lenha como alimento para sua utilização.
Com o advento da Revolução Industrial foi possibilitado ao
homem, dentre outras tantas conquistas, a de explorar novas formas de geração
de energia como carvão e petróleo. A partir da descoberta do petróleo e seus
derivados foi possível criar o primeiro fogão capaz de funcionar com um
combustível não natural. Inicialmente utilizou-se o Nafta e algum tempo depois
o gás conhecido e inseparável dos fogões modernos.
O leitor e a leitora devem estar se questionando qual a
utilidade dessas informações. Talvez nenhuma, mas a questão é que estamos
passando por transformações de toda sorte.
As geladeiras cada vez mais aprimoradas e os fogões
diminuindo em tamanho e forma. Nas geladeiras já existe um espaço para congelar
alimentos, além do freezer vertical que foi criado para esse fim. Nos fogões já
retiraram os fornos que o acompanhava na parte de baixo. Hoje encontramos
fogões montados em simples bancadas e sem muita funcionalidade na cozinha
moderna.
A mulher por anos a fio utilizou o fogão como arma para
fazer guloseimas e delícias para conquistar namorados e manter seus maridos em casa. Hoje encontramos
homens especializados em fazer os tais pratos maravilhosos que abrem o apetite
só de olhar.
Acontece que o forno de microondas e os elétricos tomaram
conta de grande parte das funções e quem sabe somente as cozinhas
industrializadas terão esses equipamentos disponíveis, já que os produtos
congelados facilitam a vida de quem trabalha fora e quase não fica em casa.
Enfim, o fogão definitivamente é um utensílio doméstico
útil, contudo, por ser aquele que toma mais tempo de quem faz uso restrito na
cozinha e o tempo nos mostra que a tendência é ser substituído.
Afinal, desde muito tempo, o fogão é amado por uns poucos
que admiram a arte da culinária e ignorado por outros que utilizam este dom
para o trivial.
Questionei aos meus botões o que eles acham da idéia de
abolirmos o fogão daqui de casa?
Uns discordaram, outros nem tanto, mas, por hora não temos
mesmo como aposentar o tal senhor. Será por que ainda se faz necessário aquele
prato ensinado pela vovó para conquistar o namorado?
_____________________________________________________________________O PODER DE UMA MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS (em 08/01/2014)
Com o início do ano temos um pequeno espaço de tempo para
reconhecer e valorizar mais o cantinho do descanso diário. A casa da gente é
realmente um lugar que merece toda atenção e por vezes não nos damos conta
disso e deixamos passar em branco as partes da casa que nos agrada mais ou
menos.
Assim também é com os eletrodomésticos e, por que não dizer,
com toda a mobília!
Ao parar para confabular com meus botões sobre o fogão e a
geladeira um dos botões sugeriu tour
pelo interior da casa.
Foi quando ao sair da cozinha deparei-me com a área de
serviço. Esse espaço é um tanto curioso!
Ali o tanque que surgiu bem mais tarde ocupa um espaço aparentemente
permanente. Houve um tempo, porém, que as roupas eram lavadas na beira dos
rios, em bacias ou tinas de madeira. Somente bem mais tarde é que mulheres
européias tiveram a iniciativa de colocar manivelas nas caixas de madeira que
foi apresentada no final do século XVIII por Ferguson Hardie. Ainda assim, a
roupa era lavada de forma manual, ainda que nesses recipientes fossem movidos
por manivelas.
A revolução industrial mais uma vez mostra a que veio. Mesmo
que não haja um registro específico acerca da patente da maquina de lavar, no
ano de 1797, Nathaniel Briggs recebeu o registro da patente da primeira máquina
de lavar. Já no século XX, o motor elétrico fez da máquina de lavar roupas um
produto mais eficiente e popular, em especial entre o público feminino.
Em resumo, o ditado “roupa suja se lava em casa”, veio fazer
sentido bem mais tarde e em um lugar mais específico da casa. Na área de
serviço é que encontramos a verdadeira amiga da mulher!
Fato é que, entre o fogão, a geladeira e a máquina de lavar,
esta última está entre os mais desejados aparelhos eletrodomésticos no conceito
feminino de necessidade.
Confabulando aqui com meus botões, fico imaginando com
tantos afazeres em uma casa, como é que ainda nasciam bebes no século passado?
Certamente que os escravos, ou melhor, escravas tinham um
papel relevante nesse processo, mas e depois disso?

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