Certamente alguém já deve ter se
questionado o porquê de alguns acontecimentos na vida.
Porque essa ou aquela
situação não é vivida por outra pessoa?
Quem sabe alguém mais capaz de resolvê-lo?
Porque vir desaguar bem debaixo da janela ou à soleira da porta de quem, por
vezes não se considera habilitado em resolver esta tal situação?
Porque? Porque? Porque?
Diante dos questionamentos uma
dúvida maior insurge: será mesmo que nada acontece por acaso?
Há momentos em que pessoas se deparam
com circunstâncias que realmente as tornam mais fortes ou fragilizadas. Tudo
pode vir a determinar a necessidade de iniciativas que direcionam formas de
agir diante de antigos ou novos caminhos. Reconhecer tais limitações é que
torna viável o encontro de soluções possíveis.
Viver diante da possibilidade de
reconhecer estas soluções e especialmente suas limitações, faz com que as
pessoas percebam a existência de fases ou períodos ora confusos, ora tranquilos, ora emocionais ou nem tanto.
O que vale entender é que todos
têm suas vidas marcadas por fases. Seja como for, essas fases possibilitam o
crescimento das pessoas tornando-as habilitadas, ou não, a enfrentar novos
desafios.
Às vezes é possível ficar diante
de frases de efeito que leva o ser humano a entender o sentido de determinadas
fases as quais está enfrentando.
Outro dia deparei-me com uma
dessas frases que destacava que "se você apagar as dificuldades do passado, não
terá como escrever o futuro". Encontrei nessa frase um significado determinante
acerca da necessidade das pessoas estarem intimamente envolvidas com os
próprios problemas e suas soluções e, que por vezes não se dão a menor conta de
que as respostas estão em si mesmas.
Por outro lado, há de ser
considerado que as limitações humanas é que podem direcionar resultados
satisfatórios ou insatisfatórios. Algumas pessoas conseguem facilmente
reconhecer seus limites e não enfrentar por receios de desordens interiores,
outros porém ultrapassam barreiras diariamente medindo os riscos e as
possibilidades e há, ainda os que não tem a sensibilidade de reconhecer suas
limitações, encaram os acontecimentos cotidianos a ferro e fogo, tornando
seus dias, por vezes, menos proveitosos e mais angustiantes.
Essas pessoas, que encaram a vida
como inimiga, impondo suas vontades ou anseios, apresentam condições
inapropriadas para o crescimento próprio. Em regra, outros também estarão
predispostos a tratá-las com desprezo afastando-as do convívio comum.
O que de fato ocorre, quando do
afastamento de alguém que não está em condições de bem conviver com seus pares,
deveria em algum momento ser observado com uma cautela maior, tendo em vista que
ninguém é uma ilha.
Portanto, com limites ou sem
eles, com auto conhecimento ou não, é preciso reconhecer que todos precisamos
uns dos outros de acordo com as afinidades delineadas pelos encontros.
O trem da vida leva e traz
pessoas o tempo todo. Alguns são como anjos, pois aparecem nos momentos
mais inusitados e ajudam de forma inigualável. Eu prefiro denominá-los de
amigos, já que estão sempre por perto e nunca cobram nada pelo apoio demonstrado
com palavras, atos e até omissão, nos deixando solucionar aquele problema, ainda que só observando.
Todas essas referências fazem bem
ao ser humano. Favorece ao ter que atravessar as fases mais difíceis sem que as
marcas sejam tão profundas.
Que tal fazer ou deixar-se
receber um desses amigos ou anjos para quem de fato precisa?
Quem sabe assim o mundo não tem
uma chance de ser melhor?

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