A natureza humana é um tanto curiosa em todos os quesitos
possíveis e imagináveis. Sempre há alguém para dizer que Homem e Mulher não
vieram à essa existência para viverem sozinhos, até por que em outras
existências não se dão notícias, somente suposições de amores eternos.
Contudo, na Sagrada Escritura está descrito que se unirão o
homem e a mulher, e será uma só carne.
Quem vai duvidar de um amor eterno?
Quando começa a vida social com todos os atrativos para uma
vida agitada onde as amizades são diversas, os agitos intermináveis, as madrugadas
badaladas, os gatinhos e as gatinhas disponíveis sem compromissos ou interesses
comuns, e por aí vai.
Com o passar do tempo o trabalho e as exigências
profissionais impedem o homem e à mulher de olharem em volta e enxergar o que
realmente vale a pena. Tomadas de decisões, conquistas no mundo profissional e
uma conta bancária satisfatória é o que importa. Uma fase da vida onde as
conquistas pessoais estão totalmente desfocadas das conquistas emocionais.
Chega o momento em que o tempo, que acompanha o crescimento
do homem e da mulher, os confronta com seus reflexos e eles percebem que algo
está diferente, que falta alguma, que ficou um espaço vazio à preencher. Há
quem diga que esses espaços vazios não passam de ilusões e por certo, há os
casos em que devem ser mesmo.
E em meio às paixões conhecidas, quicá desconhecidas, homens
e mulheres aprendem a arte de desapaixonar-se, tão complexa quanto a de
apaixonar-se.
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