As vezes a gente passa o dia pensando em algo para escrever.
Lê vários temas, ouve tantas notícias, enxerga algumas manchetes e informações
que até favoreceria um texto inteligente e com conteúdo.
Sem mais nem menos, se depara com emoções, sensações e
delírios. Então as palavras vão saindo assim, como sem querer e mesmo em meio a
desordem elas encontram o caminho para dizer o que o coração, ou intestino,
como queiram, quer dizer!
Então, a gente começa escrever e vai ficando assim:
Quero um amor aberto ao diálogo!
Sem muitas reservas para
dizer o que sente, sem cerimônias, que chegue, entre e sente no lugar em que se
sentir mais a vontade.
Um amor com limites medidos pela intensidade do desejo e da
paixão que reserva momentos mágicos nos encontros duradouros. Aqueles encontros
que duram e depois que terminam ainda ficam latentes, por horas, dias, semanas!
Aquele tipo de sentimento que faz falta quando não está por
perto e que ao mesmo tempo está presente ainda que distante.
Quero um amor que saiba ser inesperado!
Um amor que reserva aquele
dia da semana para novidades inesperadas. Não aquelas novidades corriqueiras
que te pegam de surpresa mesmo sabendo que elas virão e que não deixam de ser
gostosas e existir para que a fogueira não apague nunca. Novidades do tipo,
amanhã o dia será nosso, mesmo que a agenda esteja lotada de compromissos e
atividades inadiáveis.
Quero um amor apaixonado!
Que se declare todos os dias, em
horas alternadas, quando menos se espera. Que as declarações venham
acompanhadas da tal paixão. E esta pode e deve estar acompanhada do amor, mas
não deve reger a vida dos amantes verdadeiros. Ela deve só estar por perto para
os dias de preguiça, para ativar a circulação sanguínea!
Quero um amor verdadeiro!
Não precisa ser perfeito, afinal a
perfeição pode ser lúdica, mas também enfadonha. Pode ser um pouco cafajeste,
só um pouco! Já que o senso de responsabilidade desse meu amor é sempre notável
aos mais refinados olhares e sentidos.
Quero um amor só meu!
Ele precisa ser único e ao mesmo tempo
múltiplo em si mesmo para fazer feliz a todos que nos cercar. Daquele amor que
chega de forma inesperada com uma flor roubada do jardim vizinho e entregue bem
no meio de várias pessoas, conhecidas ou não. Que fale de coisas simples, mas
que seja inteligente o suficiente para atualizar os mais diversos assuntos. Que
goste de futebol e outros esportes. Que goste de assistir televisão, tomar chá
no meio da tarde e ler aquele livro lido dias antes para comentarmos momentos
antes de dormir.
Quero um amor caliente.
Com doses voluptuosas de desejos
dosadas sempre por aquele romantismo antigo que não se vê mais nas telas de
cinema ou nas novelas da TV.
Quero um amor autêntico.
Não precisa necessariamente ser bem
humorado o tempo todo, mesmo por que a vida nos impõe regras difíceis e que por
vezes, nos tira do sério. E nesses momentos de dificuldade o meu amor saberá
que pode contar comigo e terá prazer em dizer que o dia foi terrível e que está
cansado demais para conversar naquele momento.
Quero um amor ousado.
Dos que acorda no meio da madrugada
procurando partes do corpo que só ele sabe onde está e o que fazer. E depois de
tudo, exaustos possam se abraçar e
adormecer bem juntinhos, mesmo que esteja calor.
Será que esse amor existe?
Se não existe não tem problema, a gente encontra um amor e
vai adaptando dia a dia, até que um dia os olhares se encontram e ambos
descubram que este é o amor que eu quero!
Mesmo sendo totalmente diferente!

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